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Como apresentar um estudo de viabilidade para sócios e investidores
Equipe Revibe · 16 de dezembro de 2025 · 5 min de leitura
Apresentar um estudo de viabilidade para sócios ou investidores é diferente de apresentar para um banco. O banco quer saber se o projeto paga a dívida. O investidor quer saber se o projeto paga o capital dele melhor do que as alternativas — e o que acontece se as premissas derem errado. Um estudo que só responde a primeira pergunta não será suficiente para fechar o capital.
A estrutura de apresentação que funciona
- 1. O produto e o terreno: o que você vai construir, onde, para quem, e qual é o diferencial competitivo. Sem essa âncora, os números não têm contexto.
- 2. As premissas-chave: VGV (preço × área × unidades), custo de construção, custo do terreno, prazo. Liste explicitamente a fonte de cada premissa (pesquisa de mercado, orçamento de construtora, avaliação de terreno).
- 3. Os indicadores financeiros: TIR, VPL, payback e exposição máxima. Apresente a TIR anual (não mensal), e declare a TMA usada no VPL.
- 4. A análise de sensibilidade: mostre o que acontece com a TIR se o custo de obra subir 15%, se o preço de venda cair 10%, se a velocidade de vendas for metade do esperado. Esse é o número que investidores profissionais leem antes de qualquer coisa.
- 5. O que você precisa do investidor: valor do aporte, prazo da chamada de capital, participação esperada no resultado.
Os erros mais comuns na apresentação
- Apresentar apenas o cenário base sem sensibilidade — o investidor profissional vai perguntar sobre os cenários pessimistas. Melhor você chegar com a resposta.
- TIR expressa ao mês sem conversão anual — 1,5% a.m. não é intuitivo; 19,6% a.a. é.
- VPL sem declarar a TMA — um VPL de R$ 1,2 mi sem saber a taxa de desconto é um número sem significado.
- Premissas sem fonte — "preço de venda de R$ 350.000 por unidade" precisa vir de uma pesquisa, não de uma intuição.
- Exposição máxima omitida — o sócio precisa saber quanto capital deve ter disponível antes de entrar no projeto.
A pergunta que todo investidor vai fazer
"Qual é o pior cenário em que ainda recupero meu capital?" A resposta está no break-even do projeto: o preço de venda mínimo, ou o custo de obra máximo, que zeraria o VPL. Se você não sabe essa resposta antes da reunião, a reunião vai mal. A análise de sensibilidade automatizada responde exatamente isso.
Investidores não financiam projetos viáveis. Eles financiam incorporadores que conseguem demonstrar, com números auditáveis, por que o projeto é viável e quão robusto ele é contra os imprevistos que invariavelmente acontecem.
A Revibe gera o estudo completo — TIR, VPL, exposição máxima de caixa, análise de sensibilidade — em formato exportável para PDF, pronto para apresentar. Veja os planos disponíveis ou abra o simulador gratuito para uma estimativa rápida.
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